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A Infanta Misteriosa
Coleção Prosas d'Artes Várias
Género Romance histórico
Ano 2015
ISBN 978-989-703-135-9
Idioma Português
Formato brochura | 314 páginas | 16 x 23 cm
18,50 €
14,80 €
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Descrição

Este romance pretende contribuir para estimular a curiosidade e o interesse pela História Económica, Social, Institucional, Cultural e das Mentalidades vigentes no Portugal do séc. XVI. Simultaneamente, não existindo qualquer obra romanceada, ou de ficção literária, sobre a Infanta D. Maria, construiu-se uma história à sua volta, respeitando a biografia da Infanta, não abdicando, naturalmente, de a ficcionar, enriquecendo o texto com pequenas “histórias” que dão cor e sabor ao todo.

Sobre a Infanta:

Deixou a fortuna em prol de obras de arte, instituições de beneficência e congregações religiosas. Fundou o Convento e Hospital da Luz, Convento do Calvário em Évora e o Convento da Nossa Senhora dos Anjos, em Torres Vedras, entre outros. Carnide existe porque a ela se deve a construção da Igreja da Luz e da restante edificação. No testamento que nos deixou liberta os seus escravos brancos e negros. Morre em 1577.

Sinopse

D. Leonor, irmã de Carlos V, prometida ao príncipe João (III) chega a Lisboa. D. Manuel I não resistiu. Casou ele com a noiva do filho. Em 1521, nasce a infanta D. Maria (personagem principal). D. João III é seu irmão, tal como D. Henrique, cardeal, Inquisidor Geral da Santa Inquisição e futuro rei de Portugal. No mesmo ano, morre D. Manuel. A viúva (mãe da Infanta) vai para Espanha, sem a filha, porque o povo não deixa. A Infanta tem uma educação com os/as melhores Mestres do país. É riquíssima e tem um paço onde organiza serões com os mais relevantes intelectuais nacionais e estrangeiros. É chamada a primeira Universidade Feminina. Camões ter-se-á apaixonado por ela. Teve oito propostas de casamento, sem êxito (por ex. Henrique VIII, Francisco, Filipe II), razão pela qual Carolina Michaelis de Vasconcelos lhe chamará a Sempre Noiva. D. João III contrariou sempre o seu casamento pelo desfalque nacional que o seu dote iria provocar. É considerada “a mais rica da cristandade”, a mais culta e bela.

A trama envolve a luta interior da Infanta pela sua independência intelectual, moral e ética contra vários inimigos e adversários (os irmãos: o Rei, a rainha D. Catarina, tia e irmã de Carlos V e o Inquisidor Geral, o irmão D. Henrique), e também uma organização (dirigida pelo seu principal inimigo, um padre dominicano) apoiada pelo Vaticano e pela Inquisição. A Infanta luta pela liberdade religiosa num mundo de ódios da Reforma e Contra-Reforma, sob a constante pressão psicológica de “estar noiva de…”. Tudo isto nos tempos do Renascimento, da Expansão e dos Descobrimentos. O mentor da Infanta, homem culto, pintor e perfumista, guarda o segredo duma biblioteca milenar “profana”, multi-cultural com espólio em tabuinhas de madeira, de argila, papiro, códices, etc. Obras consideradas perdidas. Para a situar e destruir, o padre assina um acordo com uma figura estranha, o Inominável. Os amigos da Infanta são perseguidos, os serões culturais suspensos. A grande amiga, Paula, filha de Gil Vicente conhece as masmorras da Inquisição, assim como seu mentor. Ocorre um auto-de-fé no Rossio. A Infanta envolve-se num amor impossível. Tece um plano para libertar o velho mentor, que o amante executa, submetendo o padre à fogueira (simulada) para confessar por escrito os seus crimes (e outros que não fez, à maneira da Inquisição). O amante será deportado para o Brasil, mas luta pelo regresso ao país. Há um golpe para assassinar a Infanta. O velho mentor transmite os segredos da biblioteca Immaginarium Libre à Infanta (desde a forma de localização, entrada, iluminação, espólio, etc.), sendo assassinado. O inimigo dominicano ajudado pelo Inominável entra na biblioteca e “morre”, o testemunho da vingança “passa” para outro religioso, Simão Rodrigues (jesuíta que denunciou Damião de Góis à Inquisição). Há troca epistolar entre os amantes, infelizmente, desencontrada no tempo.

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